Farol de Sagres


Inaugurada em 4 de Março de 1894 para solenizar o centenário do Infante D. Henrique, a luz de resguardo da ponta de Sagres começou logo desde o seu primeiro acendimento e pelo seu diminuto alcance a provocar justos reparos e reclamações da numerosa navegação que ali passava. Muito mais avançado para o sul e tendo menos trinta metros de altitude que o Cabo de S. Vicente, não era com uma luz de três milhas de alcance luminoso que se devia ter assinalado o promontório de Sagres. O Aviso aos Navegantes nº 3 de 03/03/1894 indica que a luz é fixa vermelha, com um alcance de 5 milhas, utilizando um candeeiro a petróleo.

Em 28 de Novembro de 1906 o aparelho de luz foi substituído por outro de maior alcance. O aparelho é de luz fixa vermelha, de horizonte, com candeeiro de 2 torcidas e 12 milhas de alcance luminoso.

Em 30 de Junho de 1923 começou a funcionar o novo farol de Sagres.O edifício consta de uma torre quadrangular de alvenaria branca, com anexos de um só pavimento, para habitação de faroleiros e depósito de material.

A torre mede 5,5 metros de altura, desde o terreno até à aresta superior da cornija.

Sobre ela elevam-se o murete cilíndrico metálico, e a lanterna, ambos pintados de vermelho, ficando o plano focal da luz 7,5 metros acima do solo. O aparelho lenticular é de 4ª ordem, modelo pequeno (250 mm distância focal), e é constituída por cinco lentes de 45º, cada uma, efectuando uma rotação completa em 10 segundos. A fonte luminosa é um candeeiro de nível constante. A rotação da óptica é produzida através de um mecanismo de relojoaria e o alcance luminoso é de 14 milhas.

De Março de 1916 a Dezembro de 1918 o farol esteve apagado devido à 1ª Guerra Mundial.

A partir de 1953 o farol foi electrificado através de grupos electrogéneos, ficando como fonte luminosa a incandescência eléctrica com reserva a gás.

Durante o ano de 1958 foi resolvido superiormente restituir a Praça de Sagres tanto quanto possível à traça que apresentava no tempo do Infante e arranjá-la urbanisticamente. Para isso foi elaborada uma memória descritiva junta ao projecto das «Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique – Promontório de Sagres – Construção de um Farol de Sinalização».

«Por se verificar a necessidade imperiosa da existência dum Farol no Promontório de Sagres, prevê-se um pequeno farol de sinalização, cujo traço arquitectónico, da maior simplicidade, tem por objectivo não prejudicar a majestade do local. O pequeno farol, será construído em alvenaria, tendo os cunhais em cantaria da região (...)»

Em 29 de Julho de 1959 um ofício do Director de Faróis para a Direcção Geral de Marinha insurgia-se contra a demolição do velho farol, para se construir a 20 metros daquele, um novo farol, cuja construção considerava fraca, ”muito fraca até”, considerando um esbanjamento de dinheiro público quando se recomendavam as maiores economias.

Em 1 de Abril de 1960 começou a funcionar o novo farol de Sagres, tendo sido demolido o velho. Importou este farol na quantia de 146.890$00.

A fonte luminosa é a incandescência eléctrica com lâmpadas de 500W, com reserva a gás e com aparelho catadióptrico de 4ª ordem, pequeno modelo em tambor com 11 milhas de alcance.

O farol foi electrificado e automatizado em Agosto de 1983, ficando a ser monitorizado a partir do farol de S. Vicente, deixando de estar guarnecido de faroleiros.

LocalCabo de Sagres
Coordenadas36° 59' 40.362"N, -8° 56' 57.0258"W
Altura13 m
Altitude53 m
LuzIso R 2 s
Alcance11 M
Optica4ª Ordem - 250 mm
Ano1896